Rota do Românico do Vale do Sousa

 

Informação Geral
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Igreja de São Mamede de Vila Verde 
  • Nome: Igreja de São Mamede de Vila Verde
  • Tipologia: Igreja/Mosteiro
  • Classificação: Em Vias de Classificação
  • Concelho: Felgueiras
  • Estilo: Românico de resistência
  • Estado de Conservação: Bom 
  • Festa do Padroeiro: São Mamede – 17 de Agosto 
  • Horário da Visita: Por marcação 
  • Preço da Entrada: Gratuito 
  • Acesso p/ Deficientes: Em fase de planeamento 
  • Telefone : 255 810 706 / 918 116 488 
  • Fax: 255 810 709 
  • E-Mail: rrvs@valsousa.pt 
  • Web: www.rotadoromanico.com 
  • Localização:
    Lugar da Serrinha, freguesia de Vila Verde, concelho de Felgueiras, distrito do Porto.
  • Como Chegar:

    Se vem do Norte de Portugal através da A28 (Caminha/Porto), da A3 (Valença/Porto) ou da A7 (Vila Pouca de Aguiar/Póvoa de Varzim) siga na direcção de Felgueiras pela A11. Saia no nó de Caíde da A11 e siga pela N15 para a Lixa/Amarante até encontrar a indicação da Igreja de Vila Verde.
     
    Se vem do Centro ou Sul do País pela A1 (Lisboa/Porto) ou pela A29 (Estarreja/V.N. Gaia) entre no Porto cruzando o rio Douro através da ponte do Freixo e escolha depois a A3 (Valença).
      
    A partir do Porto poderá optar pela A4/IP4 (Vila Real) ou pela A41/A42 (Lousada) que o conduzirão até à A11, seguindo à chegada a esta via a indicação Felgueiras e Penafiel, respectivamente. Na A11 saia no nó de Caíde e siga pela estrada N15 para a Lixa/Amarante até encontrar a indicação Igreja de Vila Verde.
      
    Se já se encontra na cidade de Felgueiras, siga para a localidade da Lixa pela estrada N101 (Valença/Amarante) até encontrar a sinalização Igreja de Airães/rota do Românico. Em Airães deverá seguir em frente para Vila Verde, não considerando a indicação para a direita (Igreja de Airães).

  • Coordenadas Geográficas: Latitude: 41° 18' 17.190" N   /   Longitude: 8° 10' 55.612" O 
  • Ver Mapa
História
História
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Igreja de São Mamede de Vila Verde antes da RecuperaçãoOs documentos mais antigos indicam que referências à existência da Igreja de São Mamede já datam de 1220, na altura integrando o padroado do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro.

No entanto, o actual edifício corresponde a uma reforma mais tardia, já em plena época de influência gótica, apesar de recorrer ainda à construção românica.

As Inquirições de 1258 indicam que D. Mendo de Sousa instala-se no lugar de Vila Verde em 1258. A capela terá, muito provavelmente, sido erigida no século XIII.

Martim Anes e a irmã Maria Anes efectuam a doação da Quintã de Vila Verde ao Mosteiro de Pombeiro em 20 de Fevereiro de 1301.

Alguns apontamentos de frescos que ainda hoje são possíveis de serem admirados na capela-mor foram pintados, pelo Mestre Arnaus, no século XVI. Na nave é ainda visível o revestimento a reboco decorado com pinturas. O santo padroeiro era S. Mamede.

Durante muito tempo em estado de ruína, sem possuir cobertura, a Igreja sofreu as vicissitudes do abandono e das condições climatéricas. Este desleixo terá principiado após 1866, altura em que é construída uma nova igreja paroquial em Vila Verde. Em 1959 já não possuía telhado.

Personalidades Históricas
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D. Mendo de Sousa
Fidalgo do tempo de D. Sancho I. Era conhecido pelo conde D. Mendo de Sousa, o Sousão, sendo filho de D. Gonçalo Mendes de Sousa, chamado O Bom, da ilustre casa dos Sousas, e de sua mulher, D. Urraca Sanches. Esteve na tomada de Silves, foi mordomo-mor do referido monarca, e um dos maiores senhores de aquele tempo.
 

Martim Anes
Alferes-mor Martim Anes de Ribavizela, comandou tropas ao lado de Gonçalo Mendes de Sousa, em 1211-1216, em defesa das irmãs do rei D. Afonso II, que protestavam pela usurpação das suas terras.
  

Mestre Arnaus
A pintura mural desta Igreja é de grande beleza artística e, segundo Luís Afonso, terá resultado de uma campanha executada em meados do século XVI pelo pintor Arnaus, autor dos frescos da igreja de São Paio de Midões (Barcelos), datados de 1535.

Este autor terá sido um artista particularmente imaginativo e de capacidades técnicas muito acima dos seus pares e é o mais interessante fresquista do Renascimento português, de acordo com Luís Afonso, com uma obra muito conhecida e dominada por efeitos plásticos de grande virtuosismo técnico.

A importância do fresquista, que também seria um grande pintor em cavalete, arte considerada mais nobre na época, revela-se pelo facto de ter trabalhos encomendados por figuras de peso da sociedade da época, conforme refere Luís Afonso, nomeadamente o abade de Pombeiro, D. António de Mello.

A empreitada, segundo o mesmo autor, terá incluído trabalhos nas Igrejas de Vila Verde, Santa Eulália de Arnoso e Vila Marim, todas integrantes do património do Mosteiro de Pombeiro.

O virtuosismo de Arnaus leva-o a aproveitar a relação simbiótica entre a pintura mural e a arquitectura, servindo-se habilmente das janelas, reentrâncias e arcos cegos para criar, ou aumentar, os efeitos cenográficos de ilusão de óptica. Através desta técnica, acrescenta Afonso, Arnaus proporciona à sua arte um maior realismo e uma maior profundidade.

Lendas e Curiosidades
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São Mamede tem fama de protector do gado, daí a localização desta Igreja, numa área dedicada à pastorícia. O santo terá sido pastor e mártir da Cesareia, na Capadócia. No deserto terá construído um espaço de oração onde pregava o Evangelho aos animais selvagens. Um anjo ordenou-lhe que utilizasse o leite dos animais para fazer queijo a oferecer aos pobres.

São Mamede

O Imperador Aureliano perseguiu São Mamede, acabando por o condenar a ser devorado por um leopardo, um leão e um urso. Estes, contudo, recusaram atacar São Mamede e, pelo contrário, ajoelharam-se aos seus pés. Após ter sofrido martírios incontáveis, as relíquias de São Mamede foram transportadas para Itália, Alemanha e França.

Cronologia
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1220 – Registo da existência da paróquia e da Igreja de São Mamede de Vila Verde;

1258 - D. Mendo de Sousa instala-se no lugar de Vila Verde, segundo as Inquirições de 1258;

1301, 20 de Fevereiro – Doação da Quintã de Vila Verde ao Mosteiro de Pombeiro, por Martim Anes e sua irmã Maria Anes;

Séc. XIV – Reedificação da Igreja;

Séc. XVI – Remodelação interior, alteração da cabeceira; campanhas de pintura mural;

Séc. XVIII – Construção da sacristia;

1866 - Construção da nova igreja paroquial de Vila Verde;

Séc. XIX – Abandono do templo;

Séc. XX (década de 40) – Trasladação de enterramentos para o novo cemitério da freguesia;

1959 - A Igreja já não possuía telhado;

2004/2006 – Realização de obras, a cargo da DGEMN, no âmbito do projecto da Rota do Românico do Vale do Sousa.

Especialidades
Arquitectura
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Vila Verde é um edifício de arquitectura religiosa, sendo uma Igreja românica tardia, de planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor rectangular. Existem vestígios de revestimento a fresco na capela-mor.

Planta de Igreja de São Mamede de Vila Verde

A orientação da Igreja segue as regras canónicas, ou seja, com a fachada principal orientada para Ocidente. A cabeceira rectangular, seguindo o habitual esquema da arquitectura medieval portuguesa, assume a função paroquial e é mais estreita e baixa do que a nave.

Alçado da Igreja de São Mamede de Vila Verde

Uma das principais características do românico do Vale do Sousa é o perdurar dos modelos construtivos por muito tempo. Este monumento segue esta regra, pois as técnicas construtivas, a planta e os alçados são próprios da arquitectura românica mas na época da sua construção já há muito que dominava o estilo gótico.

Alçado da Igreja de São Mamede de Vila Verde

Elementos particulares, como a forma de arranjar os portais e a utilização de cachorros lisos, servem para identificar o período em que as igrejas românicas foram edificadas.

Alçado da Igreja de São Mamede de Vila Verde

Na capela-mor encontram-se frescos, rematados por moldura decorativa, em tons cinza, ocre vermelho e branco. As paredes colaterais da nave evidenciam reboco da cor ocre pintado com desenho linear orgânico de cor vermelha.

Alçado da Igreja de São Mamede de Vila Verde

Os sarcófagos trapezoidais, em granito e sem tampa, que ladeiam exteriormente o portal principal pertencem aos fundadores Martim Anes e sua irmã Maria Anes.

Arqueologia
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A Igreja sofreu uma intervenção arqueológica entre 21 de Junho e 6 de Julho de 2005, coordenada por Luís Fontes, com o objectivo de procurar compreender a solução construtiva na ligação do arco triunfal à capela-mor, para informar adequadamente o projecto de arquitectura no que respeita à articulação dos diferentes pisos e avaliar a existência de condicionantes arqueológicas à execução das obras previstas para a utilização do templo.

Segundo moradores locais, terão sido efectuados translados dos enterramentos existentes na Igreja para o novo cemitério da freguesia, durante a década de 40 do século XX, pelo que os responsáveis pelos trabalhos arqueológicos não esperavam encontrar vestígios primários de enterramentos.

As escavações principiaram pelo interior da capela-mor, o arco triunfal e o ombro setentrional da nave. Procedeu-se ao levantamento fotográfico e gráfico do pavimento e numeração de todos os elementos para eventual futura remontagem, na zona pavimentada da capela-mor.

O espólio recolhido foi objecto de tratamento preliminar de limpeza, marcação, inventário e classificação, depositado provisoriamente nas instalações da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, sendo composto por 175 fragmentos de diversos tipos de materiais, desde vidros contemporâneos, cerâmicas modernas e contemporâneas, associados ao contexto secundário dos aterros registados após a transladação.

Encontraram-se, ainda, uma moeda, duas contas de rosário em cerâmica e um pequeno crucifixo em madeira revestida de chapa de cobre, todos elementos datados do período Oitocentista.

Na fase inicial da escavação foi possível identificar que a vala de fundação do arco triunfal moderno corta os pés de uma das cavidades sepulcrais modernas, além do embasamento do pilar sul do arco medieval original. Este prolongava-se mais para sul, determinando um vão menor.

As escavações esclareceram que a solução de articulação entre a nave e a capela-mor, confirmando a existência de um desnível original entre um espaço e outro e que o alargamento e elevação do arco triunfal não se traduziram em qualquer alteração o nível das cotas dos pisos, conforme refere o relatório dos trabalhos arqueológicos.

Confirmou-se, igualmente, o profundo e quase total revolvimento do subsolo da igreja, na sequência da transladação dos restos dos enterramentos para o novo cemitério, em meados do século XX.

O altar foi desmontado e a capela-mor recebeu uma repavimentação, recorrendo a elementos originais, incluindo partes do maciço correspondente à mesa do altar.

Envolvente
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No âmbito do Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da RRVS, no qual foram definidas as linhas directrizes e de enquadramento para a elaboração subsequente dos projectos técnicos de execução e respectivas obras para a valorização e salvaguarda das envolventes aos monumentos, definiram-se as condicionantes que se consideraram de maior relevância para preservar e requalificar as envolventes aos imóveis.

O objectivo do estudo passa por preservar o contexto em que estes se encontram inseridos, nomeadamente através da integração das condicionantes em dispositivos legais – como Zonas Especiais de Protecção – que restrinjam intervenções urbanísticas que façam perigar a integridade das envolventes.

Envolvente da Igreja de São Mamede de Vila Verde

Procedeu-se, também, à definição das áreas de actuação e intervenções de âmbito geral a ter em conta nas envolventes, para alargar o ordenamento do território a uma zona mais vasta no sentido de permitir uma melhor circulação de turistas na região.

Finalmente, o Estudo definiu quais as intervenções prioritárias a realizar nas envolventes aos monumentos, para permitir a estabilização dos territórios, ao mesmo tempo que corrige e/ou cria estruturas e infra-estruturas de apoio.

A paisagem envolvente do monumento carece da estabilização do loteamento existente a Nascente, não permitindo o seu alargamento para Poente.

Os aterros aqui localizados deverão ser ordenados, interrompendo-os ou removendo-os parcialmente, de forma a restabelecer a relação visual entre a igreja e o vale.

A implantação do campo de futebol e o respectivo parque de estacionamento criaram um aterro que deverá ser objecto de estudo e de integração na requalificação da área.

Os arruamentos próximos do monumento deverão ser redefinidos para criar faixas de estacionamento e passeios, bem como a iluminação terá de sofrer alterações para não perturbar a relação visual. As cablagens aéreas deverão ser enterradas.

As obras irão principiar a partir de 2009, no âmbito de uma candidatura a apresentar ao QREN.

Recuperação e Valorização
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A Igreja foi objecto de obras de conservação e valorização, no âmbito das quais se procedeu ao restauro de pinturas murais. Estas apresentavam um preocupante estado de conservação em resultado de um prolongado estado de ruína a que o edifício esteve sujeito.

Recuperação da Igreja de São Mamede de Vila Verde

Segundo a empresa responsável pelo restauro, a pintura estende-se pela totalidade da parede fundeira da capela-mor e continua por metade das paredes adjacentes.

Na nave encontra-se pintura no final das paredes laterais junto à parede do arco triunfal, em situação análoga à anterior.

O restauro principiou pela remoção, a seco, dos musgos e líquenes que cobriam a pintura e pela aplicação diária de um produto específico para prevenção de organismos vivos e para facilitar a sua remoção.

Recuperação da Igreja de São Mamede de Vila Verde

Entre os rebocos e o suporte encontraram-se raízes, que foram removidas. Seguiu-se uma limpeza húmida, apenas possível devido à excepcional qualidade do reboco original.

As lacunas foram preenchidas em profundidade antes da aplicação do reboco final, para o qual foi escolhida uma argamassa de duas partes de areia branca, uma parte de areia amarela e uma parte e meia de cal, com adição de pequena medida de pó de pedra negra.

Os técnicos responsáveis por este restauro optaram por não efectuar uma reintegração cromática, devido à grande fragmentação da pintura. Em paralelo, procedeu-se à lavagem dos paramentos da nave que apresentavam restos de reboco caiado.

Recuperação da Igreja de São Mamede de Vila Verde

A pintura da parede fundeira corresponde, segundo os técnicos, a uma campanha de inícios do século XVI, podendo ser dividida em duas partes distintas.

A superior é preenchida por composição decorativa de elementos vegetalistas que envolvem um escudo de armas central. A inferior divide-se em três áreas verticais com a representação, em cada uma delas, de três figuras de santos. À esquerda (provavelmente São Bento) e direita (provavelmente São Bernardo) encontram-se dois monges com mitra e báculo. Ao centro estará S. Mamede, pese embora o grande número de elementos em falta. Estas imagens estão rematadas por uma moldura em forma de barra de enrolamento.

Por cima da composição encontram-se vestígios de uma segunda campanha pictórica, que cobriria toda a parede fundeira, prolongando-se até metade das paredes laterais. Nestas últimas é possível observar uma representação de armas pontuada por motivos decorativos estampilhados.

Recuperação da Igreja de São Mamede de Vila Verde

Na nave, os fragmentos encontrados nas paredes laterais devem fazer parte da primeira campanha da capela-mor. O reboco da zona superior e da zona inferior possuem, em ambos os lados, um hiato central, registando-se a presença de uma pintura decorativa de padrão repetitivo de quadrifólios a vermelho e negro.

Galeria
Saber mais
Bibliografia
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AA. VV. – “Torre de Vilar”. Estudo de Valorização e Salvaguarda das Envolventes aos Monumentos da Rota do Românico do Vale do Sousa. 2ª Fase. Vol. 2. S./n., Porto, 2005.

AFONSO, Luís Urbano de Oliveira – Arnaus, Um Fresquista do Renascimento, s. d.

AFONSO, Luís Urbano de Oliveira – A Pintura Mural Portuguesa entre o Gótico Internacional e o Fim do Renascimento: Formas, Significados, Funções. Corpora da Pintura Mural Portuguesa (c. 1400-c.1550). Lisboa: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2006.

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira – Inventário das Terras do Sousa. Patrimonium. Porto: Etnos, Lda, 1995.

BESSA, Paula – «Pintura mural em Santa Marinha de Vila Marim, S. Martinho de Penacova, Santa Maria de Pombeiro e na Capela Funerária Anexa à Igreja de S. Dinis de Vila real: Parentescos Pictóricos e Institucionais e as Encomendas do Abade D. António de Melo». Sep. de Cadernos do Noroeste, 20 (1-2), Série História 3. Braga: Universidade do Minho, 2003.

CRAESBEECK, Francisco Xavier da Serra – Memórias Ressuscitadas da Província de Entre Douro e Minho no ano de 1726. Ponte de Lima: Edições Carvalhos de Basto, Lda, 1992, vol.II.

FERNANDES, M. António – Felgueiras de Ontem e de Hoje. Felgueiras: Câmara Municipal de Felgueiras, 1989.
 
FONTES, L; CATALÃO, S. – Intervenções arqueológicas no âmbito da Rota do Românico do Vale do Sousa. Procedimentos e Resultados. In Actas do I Encontro de Arqueologia das Terras de Sousa, Oppidum - Número Especial - Revista de Arqueologia, História e Património, Lousada: Câmara Municipal de Lousada, 2008.
 
ROSAS, Lúcia (Coord.) – Românico do Vale do Sousa. Lousada: VALSOUSA - Comunidade Urbana do Vale do Sousa, 2008.

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